Primeiro degrau – As escalas

Muitos de nós vivemos em uma espécie de montanha russa no que diz respeito às nossas energias. Há momentos em que estamos lá no alto – animados, produtivos e cheios de energia. Há outros em que acordar e encarar os desafios mais básicos do dia (como levantar, pagar contas, ir trabalhar) parece uma tarefa para Hércules.

Mas a questão é: estamos conscientes daquilo que nos leva ao topo da montanha ou ao fundo do vale ou apenas nos deixamos levar, como no carrinho de uma montanha russa? Eu, pelo menos, posso dizer que muitas vezes acordo na parte de baixo da rota sem saber bem o motivo. Claro que há uma séria de coisas que podemos culpar por acordar com o pé esquerdo – stress, TPM no caso das mulheres, algum conflito no trabalho ou em casa, cansaço etc.

Só que muitas vezes não é nada disso, ou na verdade, é uma soma de muitas coisas pequenas e que foram se acumulando sem a gente percebê-las. Acho o segredo está em observar melhor, e de forma mais consciente e constante, nossas reservas de energia para não sermos surpreendidos com ela abaixo da taxa mínima.

Se observarmos no dia a dia como está nossa taxa de energia, aquela que garante nosso bem estar, poderemos agir antes que ela chegue abaixo do nível mínimo de conforto. Se percebermos que a energia está caindo, é hora de parar, respirar fundo e fazer algo por nós mesmos. Parece fácil, mas não é! Poucos de nós se conhecem bem o suficiente para perceber níveis perigosos de energia antes de já estarmos mal. Esse olhar atento para nós mesmos é algo que devemos aprender a fazer diariamente. Isso é educação emocional!

E também cabe a cada um de nós se conhecer e saber que atividades nos recarregam a bateria. Para mim, por exemplo, uma coisa que funciona mesmo é viajar. Se isso não é possível também ajuda ver um bom filme, sair com amigos ou fazer uma caminhada em um lugar bonito. Ficar em casa e resolver de forma agradável e confortável ouvindo uma boa música todas aquelas pendências que não dou conta de resolver no dia a dia também vale para mim. Estou usando esse feriado de carnaval para deixar meu poço energético o mais cheio possível.

Outra coisa que também ajuda nessa tarefa de manutenção é a escolha inteligente e consciente das atividades que estamos dispostos a fazer. É claro que há uma série de coisas no trabalho (ou mesmo em casa) que podem nos consumir muita força e que temos que fazer de qualquer forma. Mas há outras que podemos escolher conscientemente se estamos dispostos a encarar ou não.

Nesse caso é interessante pensar em outras duas escalas: antes de aceitar fazer alguma coisa acho que devemos calcular seu custo/benefício. Ou seja, antes de aceitar fazer aquela tarefa que não estamos com vontade nenhuma de executar, podemos nos perguntar em uma escala de 0 a 10 o quanto aquilo nos consumiria e, também em uma escala de 0 a 10, que benefícios aquilo traria.

Há momentos e situações em que aceitamos fazer algo que nos custa muito porque aquilo pode ter um significado imenso para outra pessoa. Mas há outros momentos em que aceitamos fazer um monte de coisas que nos desgasta em excesso, simplesmente porque não estamos atentos aos efeitos que aquilo pode ter sobre nosso bem estar.

Se pensarmos e chegarmos à conclusão de que uma determinada tarefa é muita areia para o nosso caminhãozinho naquele momento temos todo o direito de dizer não.

Sei que para muitos de nós dizer não é nada fácil, mas aí já é assunto para outro post…

Passar o dia com a minha linda afilhada Anna me enche de energia!

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