Listas

Um ano tem 12 meses ou 365 dias. Um dia tem 24 horas, cada hora 60 minutos e um minuto tem 60 segundos. Tudo muito preciso, certo? Errado!

O tempo (ou pelo menos o meu tempo) é tudo menos preciso. Ele é totalmente parcial e me engana toda hora. Quando preciso que ele vá devagar, ele corre. Quando quero que passe rápido, ele flutua lentamente.

Ele é como um daqueles desafios, sabe? Aqueles de ficar quebrando a cabeça e tentando descobrir o segredo. E muitas vezes precisamos encaixar o nosso tempo com o tempo do outro e aí fica mais difícil ainda! Sincronicidade não é uma coisa fácil de ser alcançada…

Para lidar melhor com isso, a toda hora me pego escrevendo listas. Algumas são mais básicas, como uma lista das coisas que tenho que fazer durante um dia ou uma semana e que anoto na minha agenda e vou riscando. Já outras são mais amplas, como lista de metas que gostaria de alcançar dentro do ano. Essas eu acabo escrevendo em pedaços de papel que vão sumindo por aí. Às vezes encontro alguma lista velha e é divertido ver o que já foi conquistado e o que ainda é válido. Juntando todas as listas da minha vida, acho que seria possível escrever uma verdadeira biografia.

Então hoje estava pensando em um jeito de não perder mais minhas listas por aí e aí surgiu a ideia deste post. Segue então abaixo a solução brilhante! Uma lista com as minhas listas. De agora em diante, todas as vezes que eu tiver que fazer alguma mais ampla, vou postá-la na categoria de listas deste blog de forma a não perder esses verdadeiros retratos dos momentos que estou vivendo. Aí vai…

  1. Coisas que considero importantes e quero fazer, mas que demandam investimentos como tempo, trabalho e algum dinheiro, como um curso de fotografia, tirar carteira de motorista e reconhecer meu diploma da Dinamarca.
  2. Lista de espera de outras coisas que considero importantes e quero fazer, mas que só poderei por em prática na medida em que for riscando os itens da primeira lista. (Porque tenho o mau hábito de começar muitas coisas e não conseguir terminar todas!)
  3. Lista de amigos que quero manter sempre perto de mim. Essa lista é essencial e muitas vezes exige uma verdadeira luta contra o tempo.
  4. Filmes que quero ver.
  5. Livros que quero ler.
  6. Lugares que quero visitar.
  7. Pendências chatas que precisam ser resolvidas.
  8. Coisas que preciso organizar em minha casa. Essa é uma verdadeira lista viva! Muda a toda a hora.
  9. Músicas que quero ouvir.
  10. Séries de televisão que gostaria de ter em casa.

O tempo é um verdadeiro Triângulo das Bermudas. É preciso cuidado para não se perder.

Primeiro degrau – As escalas

Muitos de nós vivemos em uma espécie de montanha russa no que diz respeito às nossas energias. Há momentos em que estamos lá no alto – animados, produtivos e cheios de energia. Há outros em que acordar e encarar os desafios mais básicos do dia (como levantar, pagar contas, ir trabalhar) parece uma tarefa para Hércules.

Mas a questão é: estamos conscientes daquilo que nos leva ao topo da montanha ou ao fundo do vale ou apenas nos deixamos levar, como no carrinho de uma montanha russa? Eu, pelo menos, posso dizer que muitas vezes acordo na parte de baixo da rota sem saber bem o motivo. Claro que há uma séria de coisas que podemos culpar por acordar com o pé esquerdo – stress, TPM no caso das mulheres, algum conflito no trabalho ou em casa, cansaço etc.

Só que muitas vezes não é nada disso, ou na verdade, é uma soma de muitas coisas pequenas e que foram se acumulando sem a gente percebê-las. Acho o segredo está em observar melhor, e de forma mais consciente e constante, nossas reservas de energia para não sermos surpreendidos com ela abaixo da taxa mínima.

Se observarmos no dia a dia como está nossa taxa de energia, aquela que garante nosso bem estar, poderemos agir antes que ela chegue abaixo do nível mínimo de conforto. Se percebermos que a energia está caindo, é hora de parar, respirar fundo e fazer algo por nós mesmos. Parece fácil, mas não é! Poucos de nós se conhecem bem o suficiente para perceber níveis perigosos de energia antes de já estarmos mal. Esse olhar atento para nós mesmos é algo que devemos aprender a fazer diariamente. Isso é educação emocional!

E também cabe a cada um de nós se conhecer e saber que atividades nos recarregam a bateria. Para mim, por exemplo, uma coisa que funciona mesmo é viajar. Se isso não é possível também ajuda ver um bom filme, sair com amigos ou fazer uma caminhada em um lugar bonito. Ficar em casa e resolver de forma agradável e confortável ouvindo uma boa música todas aquelas pendências que não dou conta de resolver no dia a dia também vale para mim. Estou usando esse feriado de carnaval para deixar meu poço energético o mais cheio possível.

Outra coisa que também ajuda nessa tarefa de manutenção é a escolha inteligente e consciente das atividades que estamos dispostos a fazer. É claro que há uma série de coisas no trabalho (ou mesmo em casa) que podem nos consumir muita força e que temos que fazer de qualquer forma. Mas há outras que podemos escolher conscientemente se estamos dispostos a encarar ou não.

Nesse caso é interessante pensar em outras duas escalas: antes de aceitar fazer alguma coisa acho que devemos calcular seu custo/benefício. Ou seja, antes de aceitar fazer aquela tarefa que não estamos com vontade nenhuma de executar, podemos nos perguntar em uma escala de 0 a 10 o quanto aquilo nos consumiria e, também em uma escala de 0 a 10, que benefícios aquilo traria.

Há momentos e situações em que aceitamos fazer algo que nos custa muito porque aquilo pode ter um significado imenso para outra pessoa. Mas há outros momentos em que aceitamos fazer um monte de coisas que nos desgasta em excesso, simplesmente porque não estamos atentos aos efeitos que aquilo pode ter sobre nosso bem estar.

Se pensarmos e chegarmos à conclusão de que uma determinada tarefa é muita areia para o nosso caminhãozinho naquele momento temos todo o direito de dizer não.

Sei que para muitos de nós dizer não é nada fácil, mas aí já é assunto para outro post…

Passar o dia com a minha linda afilhada Anna me enche de energia!

Veredas – sobre gerenciamento de energia pessoal

É engraçado como a virada do ano é um assunto recorrente não só neste blog, mas também em minha vida. Faltando uns dois meses para terminar o ano de 2011 escrevi um post sobre a necessidade de se fazer um balanço do ano e rever algumas coisas. Em 2012, mais ambiciosa, começo essa revisão mais cedo.

É realmente incrível minha tendência (e provavelmente da maioria das pessoas nos dias atuais) de correr o tempo todo e voltar todas as minhas energias para fora. Ainda estamos na primeira metade de fevereiro e já estou pensando “realmente preciso achar um tempo para mim”. Explico sempre que isso é normal em minha vida, que por causa dos treinamentos e da preparação para o início das aulas, janeiro é um mês muito pesado mesmo. É normal estar cansada em fevereiro e o carnaval vem aí…

Mas acho que a questão é maior que essa. O fato é que se não prestarmos atenção, as mil coisinhas do dia a dia vão tomando nosso tempo cada vez mais sem nos darmos conta. Percebo que a quantidade de horas de descanso que tenho parece ser inversamente proporcional à quantidade de horas supostamente livres. Porque quanto mais tempo livre eu tenho, mais o encho de atividades.

Então começo hoje um novo projeto – Veredas. Em cada uma das próximas 46 semanas até o fim de 2012 escreverei um post com uma idéia diferente para nos ajudar a chegar mais perto de nós mesmos. E digo nos ajudar porque como li uma vez em algum lugar “ensinamos melhor aquilo que mais precisamos aprender”. Então neste meu projeto para 2012 vou escrever toda semana sobre uma maneira de melhorar a qualidade de vida no dia a dia corrido de nossas vidas. Espero que seja útil aos leitores como espero que seja para mim.

É minha esperança que com isso cada um de nós consiga exercer com um pouco mais de consciência nosso poder de escolha diário: hoje vou praticar a paz ou o stress? Porque é fácil dizer qual dos dois queremos. O difícil é direcionar nossas ações no sentido da nossa escolha. E nem sempre o simples é fácil de fazer, certo?

A inspiração para o projeto vem do livro “Inner Peace for Busy People” de Joan Borysenko e o primeiro post da série vem em breve.

Até lá!

Um degrau de cada vez, rumo a uma vida mais leve e equilibrada.