Teaching Reflections “with” Adam Levine (and Camila Torres*)

Some things really touch my heart! And I like to think they also touch my brain. Because as I see it, it is not possible to really learn anything (or in other words, for something to stay in my brain) if it doesn’t also touch my heart.

Being true to that belief, I must conclude that I only succeed doing my job as a teacher when something in our class actually touches my student(s) heart(s). What a high ambition, right? I can’t say that it always happens, but I certainly try every class to bring things that are relevant to each and every one of my partners. Because that’s how I actually see my students – as partners – after all, we’re in this together! And, boy, do they often touch my heart as well?! Today I have just taught a class where I wept a couple of times. It happened as we were working with two songs. In both cases we were talking about the singer’s power to reach people.

And that brings me to the point. The following music video is in my opinion a brilliant demonstration of some very important skills any teacher should have. Of course you could/should enjoy the whole song, but I would like to invite you to see what happens once the song is actually over (minute 4:30). The skills are numbered in the order that they occur, not necessarily in order of importance.

First of all, Adam Levine, the lead singer in Maroon 5, starts by acknowledging that he does not speak Portuguese, which could actually be a natural hindrance as most Brazilians don’t speak (or understand) English. Besides, there are loads of people at the concert, which makes the task at hand all the more difficult, but by having the courage to try, he implies that “We can do this together!”.  This way he starts building rapport (Skill 1).  Then he starts explaining the activity using lots of gestures (Skill 2 – meaning negotiation). He offers a clear model (Skill 3) and asks for some repetitions. Not boring, cold meaningless repetitions of some random sentence about irrelevant or inexistent people, but repetitions that he seems to be singing with all his heart. He shows it first, then does it with the audience and finally lets them do it by themselves. During this last step, not only does he let them work independently, but he rather seems to be enjoying it. I don’t know if we can call it an actual skill, but to me it certainly is essential for a teacher to be engaged and share his students’ achievements.

When working with the second group, which has a little more difficult line, he gives them small remarks that continuously reinforce rapport, encourage them to go on and make the next part of the task clear (“Just that one.” “Real simple!” “Don’t stop!”). Then both groups work together and create a beautiful moment that I’m sure will stick with them all for a very long time, if not forever!

Finally, Adam wraps it all up by saying “Thank you, Brazil! We’ll NEVER, EVER, EVER forget this!” How wonderful is that? The artist being able to share the joy of the moment with his audience and show appreciation. Is that another important skill (4) or what?

I don’t know if this was something he had planned from the get go or just an idea he got in the spirit of the moment, which would make it all the more touching. But it doesn’t really matter, does it? A great lesson plan (another essential thing for a teacher to know how to do! Skill 5) should never stand in the way of an idea that is born out of class synergy.

* Camila Torres is the student whose class I mentioned in the beginning of the post.

Dar e receber com consciência – sobre a convivência em um mundo conectado

Hoje estamos mais conectados uns aos outros do que nunca! Informações e opiniões entram e saem com uma rapidez jamais vista. A quantidade de dados, corretos ou não, que entra em nossos cérebros é enorme. E isso acontece enquanto estamos correndo – no carro, no elevador, na sala de espera do médico, ou em qualquer lugar onde encontramos uma brecha.

Isso tudo tornou o mundo menor e mais acessível, o que é fantástico! Podemos manter contato, ainda que superficial, com aqueles amigos de adolescência que havíamos perdido de vista quando nos mudamos para cidades diferentes. Encontramos facilmente excelentes artigos sobre nossa área profissional, sem precisarmos sequer sair de casa. Podemos nos comunicar com mais frequência com familiares que moram em outros países. Temos acesso a notícias praticamente na hora em que elas acontecem. São muitas as possibilidades!

Internet, e-mail, Skype, Facebook, Twitter, celular, WhatsApp – são tantas as formas através das quais estamos conectados que às vezes perdemos o controle do que entra e do que sai. Muitas vezes nos pegamos dizendo “Li/ouvi em algum lugar que…”. Se nem nos lembramos da fonte, será que ela é confiável?

Novos tempos requerem novas medidas! Será que o nível de leitura crítica que usávamos até agora é suficiente? Precisamos desenvolver novos filtros de entrada – mais sensíveis, mais apurados.

E precisamos tomar cuidado com nossas palavras! Qualquer coisa dita (ou não dita!) por pessoas famosas, sejam elas artistas, políticos ou jornalistas, pode ir parar no facebook com suas fotos. Isso sem falar naqueles e-mails enormes que recebíamos “antigamente” assinados por Jô Soares, Jabor, Cristovam Buarque, etc. que nem Deus sabe quem realmente escreveu! Você já repassou algum?

Precisamos desenvolver novos filtros de saída também! O que acontecerá se o que eu disser for multiplicado por toda a comunidade da qual eu faço parte? O resultado será o que eu queria? O resultado será positivo?

Parece que na tentativa de desenvolver esse novo filtro de entrada, a sociedade de hoje, com sua pressa, substituiu a crítica de fonte por uma postura defensiva e um grande senso de revanche. Mais do que nunca, é essencial escolhermos conviver em comunidades e espaços nos quais confiamos! Viver na defensiva achando que o outro quer sempre nos lesar é muito desgastante. Isso frustra e tira o prazer das coisas boas que às vezes nem percebemos.

Talvez esses novos filtros de entrada e saída nem precisem ser tão novos assim, se os usarmos com disciplina. Sugiro reciclarmos uma ferramenta de 400 a.c. – afinal reaproveitamento é também palavra de ordem de nosso tempo! – os três filtros de Sócrates. Antes de falarmos (ou escrevermos ou postarmos) seria bom nos perguntar:

  1. Tenho realmente certeza de que o que vou dizer é verdade e que tenho a informação inteira e seu contexto?
  2. A minha mensagem é positiva? Se for, compartilhe-a aos quatro ventos! Falar de coisas boas nos deixa mais leves e positivos. Além disso, pode ajudar o outro a perceber e passar a saborear coisas que estavam lá o tempo todo, mas que ele nem havia reparado ainda! Falar de coisas boas nos faz sorrir e nos deixa mais bonitos. Não tem contraindicação. E nos dá mais credibilidade quando precisarmos expressar pontos de insatisfação! Claro que precisamos expor e discutir coisas negativas também, até para que elas possam melhorar! Mas nesse caso, precisamos prestar atenção ao terceiro e último filtro.
  1. O que vou expressar (e onde, como e para quem) é realmente útil? Como isso poderá trazer benefícios e tornar a comunidade que escolhi ainda mais confiável? A colocação de pontos que precisam ser melhorados também pode ser feita de uma forma positiva, desde que se vá direto na fonte através de um diálogo.

Algumas vezes é possível transformar as coisas da forma que queremos e outras não. Faz parte da vida adulta saber conviver com isso. Mas isso só é possível se escolhermos com consciência nossas comunidades para vivermos com confiança, e mantivermos em mente as coisas boas compartilhadas lá.

Lembre-se: como membro de uma comunidade, sou corresponsável por ela!

É preciso filtrar - as marcas que deixo e as que permito deixarem em mim.

É preciso filtrar – as marcas que deixo e as que permito deixarem em mim.

Primeiro degrau – As escalas

Muitos de nós vivemos em uma espécie de montanha russa no que diz respeito às nossas energias. Há momentos em que estamos lá no alto – animados, produtivos e cheios de energia. Há outros em que acordar e encarar os desafios mais básicos do dia (como levantar, pagar contas, ir trabalhar) parece uma tarefa para Hércules.

Mas a questão é: estamos conscientes daquilo que nos leva ao topo da montanha ou ao fundo do vale ou apenas nos deixamos levar, como no carrinho de uma montanha russa? Eu, pelo menos, posso dizer que muitas vezes acordo na parte de baixo da rota sem saber bem o motivo. Claro que há uma séria de coisas que podemos culpar por acordar com o pé esquerdo – stress, TPM no caso das mulheres, algum conflito no trabalho ou em casa, cansaço etc.

Só que muitas vezes não é nada disso, ou na verdade, é uma soma de muitas coisas pequenas e que foram se acumulando sem a gente percebê-las. Acho o segredo está em observar melhor, e de forma mais consciente e constante, nossas reservas de energia para não sermos surpreendidos com ela abaixo da taxa mínima.

Se observarmos no dia a dia como está nossa taxa de energia, aquela que garante nosso bem estar, poderemos agir antes que ela chegue abaixo do nível mínimo de conforto. Se percebermos que a energia está caindo, é hora de parar, respirar fundo e fazer algo por nós mesmos. Parece fácil, mas não é! Poucos de nós se conhecem bem o suficiente para perceber níveis perigosos de energia antes de já estarmos mal. Esse olhar atento para nós mesmos é algo que devemos aprender a fazer diariamente. Isso é educação emocional!

E também cabe a cada um de nós se conhecer e saber que atividades nos recarregam a bateria. Para mim, por exemplo, uma coisa que funciona mesmo é viajar. Se isso não é possível também ajuda ver um bom filme, sair com amigos ou fazer uma caminhada em um lugar bonito. Ficar em casa e resolver de forma agradável e confortável ouvindo uma boa música todas aquelas pendências que não dou conta de resolver no dia a dia também vale para mim. Estou usando esse feriado de carnaval para deixar meu poço energético o mais cheio possível.

Outra coisa que também ajuda nessa tarefa de manutenção é a escolha inteligente e consciente das atividades que estamos dispostos a fazer. É claro que há uma série de coisas no trabalho (ou mesmo em casa) que podem nos consumir muita força e que temos que fazer de qualquer forma. Mas há outras que podemos escolher conscientemente se estamos dispostos a encarar ou não.

Nesse caso é interessante pensar em outras duas escalas: antes de aceitar fazer alguma coisa acho que devemos calcular seu custo/benefício. Ou seja, antes de aceitar fazer aquela tarefa que não estamos com vontade nenhuma de executar, podemos nos perguntar em uma escala de 0 a 10 o quanto aquilo nos consumiria e, também em uma escala de 0 a 10, que benefícios aquilo traria.

Há momentos e situações em que aceitamos fazer algo que nos custa muito porque aquilo pode ter um significado imenso para outra pessoa. Mas há outros momentos em que aceitamos fazer um monte de coisas que nos desgasta em excesso, simplesmente porque não estamos atentos aos efeitos que aquilo pode ter sobre nosso bem estar.

Se pensarmos e chegarmos à conclusão de que uma determinada tarefa é muita areia para o nosso caminhãozinho naquele momento temos todo o direito de dizer não.

Sei que para muitos de nós dizer não é nada fácil, mas aí já é assunto para outro post…

Passar o dia com a minha linda afilhada Anna me enche de energia!